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Tensão no Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz e por que o preço internacional bate na bomba da esquina

Como um ponto de estrangulamento marítimo a 11 mil quilômetros de distância expõe a vulnerabilidade de um país que exporta petróleo cru e importa derivados.

Tensão no Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz e por que o preço internacional bate na bomba da esquina

Dois eventos em hemisférios opostos conectados por uma linha reta. Na série Conjuntura em Três Camadas e no Dossiê Multipolar, examinamos como ataques e bloqueios no Estreito de Ormuz repercutem diretamente no custo do diesel e da gasolina pagos pelo trabalhador brasileiro.

A geografia econômica do petróleo

O Estreito de Ormuz é um dos principais gargalos energéticos do planeta: segundo a Agência Internacional de Energia (IEA) e a EIA, cerca de 20 milhões de barris por dia — aproximadamente 25% do comércio marítimo mundial de petróleo e cerca de 20% do consumo global de líquidos de petróleo — passaram pelo corredor entre o Irã e Omã em 2025. Quando a tensão militar escala no Golfo Pérsico, a cotação internacional reage imediatamente.

Por que o Brasil sente o choque?

Um país que descobre o pré-sal mas mantém gargalos na capacidade interna de refino fica exposto a uma vulnerabilidade estrutural: exporta óleo cru enquanto depende da importação de parte do óleo diesel e da gasolina consumidos internamente. Soberania energética não é apenas extrair petróleo do fundo do mar — é dominar a cadeia industrial do poço ao posto para proteger o abastecimento nacional e o custo do transporte.

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